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Campanha “10 Minutos Salvam Vidas” convoca municípios e população
para a luta contra o mosquito

A Secretaria de Estado de Saúde lançou oficialmente, nesta terça-feira (8/12), a campanha 10 Minutos Salvam Vidas, em substituição à campanha anterior, 10 Minutos Contra a Dengue, no Palácio Guanabara. No evento, foi apresentado o plano de ação de enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti para 2016. A mudança na campanha ocorre por conta da maior gravidade gerada pelo mosquito, que agora representa preocupações a mais para a saúde pública, uma vez que além da dengue, o inseto transmite também o zika vírus e o chikungunya.

- É preciso que todos tenham consciência da importância da união para o combate ao mosquito. Se os municípios e a sociedade não estiverem envolvidos, nada adianta. Só vamos avançar se estivermos todos de mãos dadas contra esse desafio – afirmou o governador Luiz Fernando Pezão.

Por conta das novas ameaças, a campanha atual vai reforçar o tom de alerta aos municípios e à população para evitar o risco de um possível aumento de casos no próximo verão.

- O lançamento da campanha marca uma nova fase nesta luta e é preciso que cada um faça sua parte. Em apenas 10 minutos, as pessoas podem garantir a eliminação dos focos do mosquito em suas casas. Com a colaboração de todos, trabalharemos juntos contra esse mal – destacou o secretário de Estado de Saúde, Felipe Peixoto.

Durante o lançamento da campanha, que contou ainda com as presenças do Ministro da Saúde, Marcelo Castro, do vice-governador Francisco Dornelles, e do Subsecretário de Vigilância em Saúde, Alexandre Chieppe, além de representantes dos municípios fluminenses, foi apresentado o plano de ações de prevenção ao mosquito e tratamento das doenças transmitidas pelo vetor. Em conjunto com as prefeituras, o Estado irá traçar as medidas multidisciplinares que vão complementar o plano. Reforço para as frotas municipais - Uma das ações já anunciadas para este mês é a doação por parte da Secretaria de Estado de Saúde de 170 carros com o objetivo de reforçar as frotas de 91 municípios do estado no combate às endemias. Os veículos serão distribuídos da seguinte forma: municípios com população superior a 160 mil habitantes receberão 3 carros; municípios com população entre 23 mil e 160 mil habitantes receberão 2 carros; municípios com população inferior a 23 mil habitantes receberão 1 carro. A campanha inclui ainda a produção de material informativo e realização de capacitação para profissionais de saúde das redes pública e privada.

Dengue - De acordo com o boletim mais recente de dengue divulgado no dia 2 de dezembro, o estado do Rio de Janeiro registrou 61.820 casos suspeitos da doença, com 20 óbitos confirmados: Barra Mansa (1), Campos dos Goytacazes (2), Itatiaia (1), Maricá (1), Miracema (1), Paraty (2), Piraí (1), Porto Real (2), Quatis (1), Resende (7) e Volta Redonda (1). No momento, nenhum município registra epidemia da doença. Em 2014, foram notificados 7.819 casos suspeitos de dengue no estado do Rio de Janeiro, com 11 óbitos.

(Zika vírus) Notificação de gestantes com manchas vermelhas - Desde 18 de novembro de 2015, quando se tornou obrigatório no estado a notificação de gestantes com manchas vermelhas na pele (exantema), já foram notificados 150 casos de grávidas com esses sinais. Até o momento, apenas uma teve a confirmação de Zika Vírus, mas ainda não há confirmação se o feto apresenta microcefalia.

Microcefalia – No início do mês, a Secretaria de Estado de Saúde passou a divulgar boletins semanais de casos de microcefalia no estado do Rio de Janeiro. De 1º de janeiro a 1º de dezembro de 2015 foram registrados 23 casos da doença, sendo que 19 são de bebês já nascidos e 4 são referentes ao período intra-uterino. Desse total, 8 mulheres relataram histórico de manchas vermelhas pelo corpo ao longo da gravidez.

Chikungunya - Com relação ao chikungunya, foram confirmados quatro casos no estado. Todas as notificações da doença foram diagnosticadas em pessoas com registro de viagem recente para países ou estado (no caso da Bahia) onde ocorre a transmissão. Até o momento, não há evidências de circulação do vírus no estado do Rio de Janeiro.

Fonte: Rio com Saúde, 08/12/2015.

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