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Vírus Zika: encontro reúne pesquisadores para formação de plataforma científica
Pesquisadores do Laboratório de Informação em Saúde (Lis/Icict), do Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação em Saúde (CTIC/Icict), do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), além de representantes da IBM Research e da EMC Brasil Centro de Pesquisa e Desenvolvimento participaram, no último dia 15/3, de uma oficina de trabalho na sede do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis, no Rio de Janeiro, com pesquisadores do próprio LNCC e do Ministério da Saúde (MS), para debater ferramentas e estratégias para integrar dados e informações de interesse sobre o vírus zika, e suas consequências no Brasil, distribuídas em hospitais, secretarias de saúde e instituições públicas e privadas de pesquisa. A ideia é consolidar essas informações para a construção de um repositório de microdados relacionados ao vírus zika e complicações associadas, segundo Marcel Pedroso, coordenador do Centro de Estudos do Icict e um dos coordenadores do projeto de Computação Científica e Big Data em Saúde, juntamente com Christovam Barcellos, também do Lis/Icict. “A iniciativa é um embrião de uma plataforma científica sobre o vírus zika”, afirma Pedroso.

Christovam Barcellos, chefe do Lis, em entrevista concedida a InterTV da cidade de Petrópolis, reafirmou a importância em saber qual a sequência de eventos que ocorrem após a infecção do vírus zika e como eles estão ligados, para tentar fazer o mapeamento do que é a epidemia hoje. Para Barcellos, “o Brasil, hoje, é o país que mais produz conhecimento sobre zika no mundo. Todo mundo está olhando para cá com uma atenção muito grande, querendo respostas, para ver o que pode acontecer nos próximos meses e anos nos outros países”.

Os pesquisadores do LNCC estão mobilizados para subsidiar o enfrentamento dos desafios atuais do setor saúde e dispostos a utilizar, inclusive, a infraestrutura computacional do Laboratório, como o supercomputador Santos Dumont, conhecido como Sdumont, que fica no LNCC e possui capacidade instalada de processamento da ordem de 1,1 Petaflop/s, e atua como nó principal (Tier-0) do Sistema Nacional de Processamento de Alto Desempenho (Sinapad), uma rede de centros de computação de alto desempenho distribuídos pelo Brasil, instituída pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e coordenada pelo LNCC. A principal característica desse supercomputador, também chamado de “petaflópico”, é ter a capacidade de realizar 1.015 operações matemáticas por segundo com números reais, ou os ditos “de ponto flutuante”. Em entrevista a InterTV, Fábio Porto, pesquisador do Laboratório, afirmou: “a gente vai fazer a nossa parte disponibilizando os dados e aí cientistas do Brasil inteiro poderão acessá-los”.

Dada a emergência que o vírus zika representa para o Brasil, o trabalho dos pesquisadores ajudará no mapeamento das doenças causadas pelo Aedes aegypti e a uma intervenção mais segura por parte das autoridades sanitárias do país, como endossou Fátima Marinho, representante do Ministério da Saúde: “O que mais importa hoje é estar preparado para a onda que vem e que ainda vai atingir o pico. Queremos prever isso. Quando? Quanto? Como vai ser? Onde? Se eu consigo adiantar uma previsão de cenário, posso intervir antes”.

Por: Graça Portela (Icict/Fiocruz)

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