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Chega a 38 o número de mortes suspeitas de febre amarela em MG
Até agora são 133 casos que podem estar relacionados à doença

O GLOBO ONLINE – 13 DE JANEIRO DE 2017

RIO — O governador de Minas Gerais, Fernando Pimental, decretou, nesta sexta-feira, situação de emergência de saúde pública na área afetada por um surto de febre amarela. A Secretaria de Estado de Saúde informou, também ontem, que já investiga 38 mortes de pessoas que apresentaram sintomas da doença. São oito a mais que no boletim divulgado na véspera. Já o número de casos suspeitos da enfermidade subiu de 110 para 133, sendo que 20 deles são casos prováveis, cujos pacientes já passaram por exame laboratorial preliminar. Entre os óbitos, dez são considerados prováveis.

A situação de emergência foi decretada na área de abrangência das unidades regionais de saúde de Coronel Fabriciano, Governador Valadares, Manhumirim e Teófilo Otoni, que concentram cerca de 2,4 milhões de habitantes. O decreto, que vale por 180 dias, é importante para facilitar a aquisição pública de materiais e a contratação de serviços para combater o surto de maneira ágil, sem licitação.

São 24 municípios com casos suspeitos da doença. A cidade mais afetada é Ladainha com 29 notificações suspeitas, das quais três são classificadas pelos órgãos públicos como prováveis, além de 12 mortes suspeitas e três prováveis. Caratinga também está em situação crítica, com 23 casos sob suspeita e dois prováveis. Além disso, foi identificada no município uma morte suspeita.

A morte por febre amarela é considerada provável quando exames laboratoriais. Para ser confirmada oficialmente como consequência da doença, é preciso fazer uma investigação epidemiológica com a família do paciente e levantar o histórico dele (vacinação, deslocamento etc).

As cidades que tiveram óbitos prováveis são: Ladainha e Piedade de Caratinga, com três mortes cada; e Ubaporanga, Ipanema, Itambacuri e Malacacheta, com uma morte cada.

Um caso específico chama atenção em Ladainha, município com cerca de 18 mil habitantes. Um dos pacientes, morto com suspeita de febre amarela, vivia e trabalhava na zona urbana da cidade.

— Ao identificar esse primeiro caso em zona urbana, intensificamos a vacinação no bairro onde ele residia para bloquear o surto — explica Fábio Peres, secretário municipal de saúde. — Não se trata de febre amarela urbana, mas de febre amarela silvestre numa pessoa que vivia na zona urbana.

A febre amarela silvestre é transmitida de macacos doentes para os humanos por meio da picada de mosquitos Haemagogus e Sabethes, que vivem em matas e vegetações na beira de rios. Existe o temor que a doença se espalhe para zonas urbanas, pois o vírus pode ser transmitido pelo Aedes aegypti, muito comum nessas áreas.

Segundo Peres, é a primeira vez que o município registra casos de febre amarela. A vacinação contra a doença consta do calendário obrigatório da rede de saúde estadual, mas pessoas com idade mais avançada e moradores de zonas rurais podem não terem sido imunizados.

FOCO NA PREVENÇÃO

O primeiro caso suspeito foi registrado no dia 4 deste mês. Depois disso, os registros aumentaram rapidamente. Após o surto, já foram vacinadas cerca de 5 mil pessoas apenas em Ladainha.

— A vacina demora cerca de dez dias para imunizar uma pessoa. Ainda existe uma janela de risco mesmo para quem já foi vacinados — destaca o secretário.

Além dos municípios citados anteriormente, foram registrados casos suspeitos em Entre Folhas , Imbé de Minas, Ipatinga , Inhapim, São Domingos das Dores, Água Boa, Alpercata , Itanhomi , São Pedro do Suaçuí, São Sebastião do Maranhão, Simonésia, Frei Gaspar, Novo Cruzeiro, Ouro Verde de Minas, Poté, Setubinha e Teófilo Otoni . Em um total de 13 cidades, foram identificados casos da doença em animais.

O Ministério da Saúde enviou a Minas Gerais, esta semana, 735 mil doses da vacina, elevando o estoque no estado para mais de 1 milhão. A vacinação emergencial deve focar em pessoas que vivem em áreas rurais das cidades com casos suspeitos. A Secretaria de Estado de Saúde informa que, junto com os municípios, montará postos móveis e ampliará o horário de funcionamento das unidades de saúde.

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