A especialidade infectologia congrega médicos que estão inseridos em diferentes campos da assistência à saúde, podendo contribuir atualmente nas áreas hospitalar e clínica, na vigilância em saúde, no diagnóstico e enfrentamento das epidemias, no estudo das doenças emergentes e reemergentes, entre outras frentes. Trata-se de um profissional com uma abrangência de conhecimento muito diversificada, que vai além da clínica médica e cobre aspectos da epidemiologia, imunologia e as várias interfaces relacionadas aos processos infecciosos. 

Para tornar-se um infectologista, o graduado em medicina deve participar de um programa de residência médica em infectologia, credenciado pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), e registrar o certificado obtido no Conselho Regional de Medicina (CRM) do seu estado, o que vale para qualquer outra especialidade médica.

Os programas de residência médica em infectologia funcionam, desde 2004, sob as regras de uma nova regulamentação da CNRM (Resolução nº 04/2003). A partir de 2006, todos os programas passaram a atuar de maneira uniforme em todo o país, reunidos sob uma única denominação: residência médica em infectologia. Eles devem ter, além de igual tempo de duração, o mesmo conteúdo programático.

Além da residência médica, o profissional pode também obter o título de especialista em infectologia a partir de um exame que é oferecido pela SBI e cujo resultado é homologado pela Associação Médica Brasileira (AMB). Em 2005, foi aprovada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) uma nova regulamentação que especifica as regras para que o profissional possa manter-se especialista: foram criados o Certificado de Atualização Profissional e a Comissão Nacional de Acreditação, entre outras novidades. 

Fonte: Sociedade Brasileira de Infectologia